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O SOL E O CÂNCER DE PELE NOS CÃES E GATOS

No Brasil, o câncer mais freqüente em humanos é o de pele, e a radiação ultra-violeta natural, proveniente do sol, é o seu maior vilão. Mas será que o sol é igualmente perigoso para os cães e gatos?

Diferentemente dos homens nossos amigos possuem uma ampla cobertura de pelos pelo corpo que funciona como primeira barreira aos efeitos nocivos da radiação. Assim, as áreas com menor cobertura de pelos como o plano nasal, ponta de orelhas e a região abdominal são mais suscetíveis as lesões causadas pelo sol, principalmente nos animais que possuem pele clara, pois, nestes casos, a ausência de melanina, pigmento presente na pele que dá a cor escura e a protege contra os raios UV, colabora para que o trauma decorrente da exposição seja ainda mais intenso.

Dessa forma, em cães e gatos, a relação cor do pelo e cor da pele impera na vulnerabilidade a radiação solar de modo que animais com a associação pele e pelos claros sejam os mais suscetíveis.

Observa-se também que a exposição dos nossos animais de companhia muitas vezes é diária, decorrente do hábito de, muito deles, banhar-se ao sol ou ficarem confinados em áreas onde não haja abrigo.

Vale lembrar que algumas raças, devido a característica de seu pelame e pele, bem como o hábito de ficarem nas áreas externas das residências, acabam tendo maior suscetibilidade as lesões promovidas pelo sol como os Pit Bulls, Dogo Argentinos, Bull Terriers.

As lesões iniciais da injuria solar podem ser múltiplas ou simples, e variam como áreas de irritação, vermelhidão, descamação, formação de crostas, e placas de pele hiperproliferativas (hiperceratose). Também observamos lesões vegetativas avermelhadas. Infelizmente, estas lesões são pré-malignas e são capazes de tornarem-se tumores invasivos, exigindo correção do manejo imediata com a remoção do animal da exposição ao sol.

Outros métodos de proteção podem ser associados como o uso de filtro solar específico para animais, mas, o mais importante, é evitar o sol, principalmente no horário crítico compreendido entre 10-16 horas. Assim, na aquisição e manutenção de um animal de pele clara, deve-se pensar em qual lugar da casa ele ficará, de forma que se possa evitar a exposição ao sol principalmente neste horário.


Esp MV Cristina Sartorato
CRMV-SP 14597

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