O que fazer para seu amigo viver melhor?

É de conhecimento geral os muitos benefícios de se ter um “pet”. Mesmo sem falar nada, eles nos fazem entender e aprender a amar mais, nos tornarmos pessoas melhores, mais amáveis e felizes e resgatam muitas vezes, a nossa fé na própria humanidade.

E assim, ao avaliarmos todo o sentimento que envolve nossos queridos amigos nos perguntamos, o que será que é possível fazer para que ele viva mais e melhor?

Pensar em prevenção sempre é melhor, mais barato e traz menos sofrimento do que qualquer tratamento, assim, a manutenção das vacinas atualizadas anualmente, o oferecimento de uma boa ração bem como a avaliação periódica por veterinário capacitado é fundamental para manutenção da saúde de nossos amigos cães e gatos.

Na visita ao médico veterinário, o mesmo irá considerar uma abordagem de avaliação para cada idade diferente.

Assim, filhotes necessitam de uma avaliação pediátrica com monitoramento de seu peso e crescimento, bem como realizar o programa completo de vacinação e uma atenção especial deve ser dada a investigação de verminoses, doenças infecto contagiosas , hereditárias ou congênitas considerando inclusive, a manutenção da saúde de todos os demais membros da família.  É importante realçar que nesta idade, só estarão liberados para passeios e contatos com outros animais após 15 dias da última dose das vacinas. Com a avaliação correta podemos, já neste momento, diagnosticar alterações ortopédicas como displasias, alterações metabólicas  e funcionais.  O diagnóstico precoce de muitas doenças pode garantir uma vida toda muito mais tranqüila.

Quando adultos, a manutenção do esquema vacinal anual continua a ser importante. A avaliação do contexto de ambientação, viagens, castração, controle de pulgas e carrapatos, manutenção de peso corporal merece atenção. A conservação da saúde bucal (limpeza dos dentes) deve ser mantida com regularidade afim de evitar o acúmulo de tártaro e, com o avançar do quadro, processos de gengivite e até mesmo a perda de dentes, além de evitarmos um importante foco infeccioso que pode levar a complicações sistêmicas importantes como alterações cárdicas e renais.

Certamente, é a partir dos 6 anos que muitos problemas aparecem e, assim, qualquer alteração deve ser avaliada com cautela. O cansaço, que muitos proprietários entendem como “ficar velhinho” muitas vezes camufla doenças cárdicas, ortopédicas ou outras disfunções sistêmicas.  Qualquer nova formação observada na pele, mucosas, mamas deve ser investigada e parâmetros habituais como quantidade de água ingerida diariamente, apetite, defecação e urina são informações importantes que devem ser consideradas. É nesta idade que alguns exames laboratoriais devem ser solicitados pelo veterinário para que se possa ter maior compreensão sobre o estado geral do animal. Mesmo nesta fase a vacinação anual deve ser mantida, afinal, os velhinhos são mais vulneráveis a doenças e devem estar sempre protegidos.

Dra. Cristina Sartorato

Médica veterinária

CRMV-SP 14597

Metazooa clínica veterinária

(11) 37272674

Comments are closed.